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Site sobre população trans faz financiamento coletivo para continuar; e você pode ajudar


O site NLUCON – que traz reportagens sobre a população trans - lançou na última semana o novo financiamento coletivo (uma vaquinha, clique aqui). Por meio dela, os leitores poderão acompanhar e investir nos conteúdos escritos e gravados pelo jornalista cis Neto Lucon, que desde 2004 trabalha na mídia LGBT e apoia a população trans e travesti.

“Desta vez, as pessoas vão contribuir com a elaboração de diversas reportagens, tanto em texto quanto em vídeo, além de continuar com as postagens diárias. Por meio da página, diversas pessoas acabam se informando há muitos anos de maneira respeitável e sabendo basicamente o que acontece com a população trans e travesti. Ela é mais uma ferramenta contra a transfobia”, afirma Neto.

Dentre as reportagens que seguiram em novembro até o próximo mês, estão uma entrevista com uma travesti, uma entrevista com uma mulher transexual, uma entrevista com um homem trans e uma entrevista com uma pessoa não binária. Elas serão publicadas no site NLucon.com, que continuará com as postagens diárias. Também haverá um especial em vídeo sobre “envelhecer” no canal no Youtube, além de uma campanha fotográfica contra a transfobia de todo dia publicada no site e nas redes sociais. 

Neto diz que o grande objetivo da página é que, por meio das reportagens, consiga diminuir o preconceito, lutar pelos direitos e a dignidade humana da população trans e informar a população da melhor maneira possível, com os termos corretos e combatendo o conservadorismo preconceituoso. Também afirma que é entender as demandas e contribuir para a união e fortalecimento das diversas pessoas com diferentes identidades de gênero.

“Em 2004, era quase impossível encontrar uma reportagem respeitosa sobre a população trans e travesti. O mais comum estava nas páginas policiais, com travestis assassinadas e sendo responsabilizadas pela própria morte. Hoje, isso mudou bastante. E a gente esteve resistindo desde então”, afirma Neto, que começou devido à amizade com a artista e militante travesti Claudia Wonder (1955-2010). “Evidentemente, já sofri muita coisa por tabela por conta desse trabalho. Mas se trata de uma missão de vida”.

O jornalista afirma que, apesar de a página somar mais de 1 milhão de acessos todo mês e pautar veículos tradicionais, o NLUCON não conta com apoio ou patrocínio das grandes empresas, que apesar da estampa trans-friendly dizem em off não querer investir no público trans especificamente. “O primeiro anúncio que tivemos ocorreu neste mês com a marca TraStore, que vende packers e outros produtos para homens trans. O valor do anúncio, que é especial para empreendedores e empreendedoras trans, fez diminuir o valor do financiamento coletivo”, adianta. "Quem sabe algum dia a gente não precise mais de vaquinhas?".  

Considera esse trabalho importante? Veja a vaquinha clicando aqui e contribua.

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