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Líder de movimento anti-LGBT do Chile tem como maior resposta de resistência a filha trans


Por NLUCON
Marcela Aranda é uma conhecida ativista contra o movimento LGBT no Chile. Porém, nos últimos anos, a sua maior combatente veio de onde ela menos poderia esperar: da própria família. Tudo porque sua filha Carla Gonzales Aranda é uma mulher trans e militante.

Aos 19 anos, a jovem anunciou à mídia que vai realizar a retificação da documentação. Isto é, ao invés de "sexo masculino", sua certidão de nascimento terá "sexo feminino". E o nome também será corrigido no registro civil para o que ela é conhecida atualmente.

Carla, que não tem contato com a família há três anos, afirmou que decidiu divulgar a questão trans para "apoiar aqueles que estão passando por uma situação como esta". "É possível seguir adiante apesar das circunstâncias", declarou ela. A ativista declarou também que não há nenhum progresso no movimento anti-LGBT liderado pela mãe.

Diante da exposição de sua família, Marcela afirmou que o Movimento de Libertação Homossexual (Movih) é imoral por divulgar o caso. Ela diz que continuará amando seu "filho" (sic), apesar de lutar contra os direitos dela. “O uso de sua pessoa, imagem e intimidade é uma estratégia cruel e imoral para atingir seus objetivos. Não se importam de expor e prejudicar a vida do meu filho (sic)”, afirmou.

Marcela chegou a liderar em julho uma caravana do movimento ultra-católico espanhol Hazte Oís, que percorreu o país em uma campanha contra as pessoas que se definem como LGBT. Chegaram a circular com um ônibus com dizeres considerados LGBTfóbicos e contra o que chamam de "ideologia de gênero". Como resposta, o Movimento de Libertação Homossexual (Movih) colocou um ônibus da diversidade e contou com o pronunciamento de Carla.

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