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Saiba quais pessoas trans e travestis foram premiadas em 2017


Por NLUCON

Ao longo do ano, diversas travestis, mulheres transexuais e homens trans conseguiram estourar a bolha, quebrarem preconceitos e serem agraciados em premiações, listas e homenagens.

Estas condecorações demonstram o trabalho, o talento, a representatividade e a importância dessas pessoas trans e travestis em diversos espaços da sociedade. Evidenciam que podem competir, se aliar e contribuir em pé de igualdade.

Vale dizer que estas listas e premiações não devem representar hierarquias e nem melhores ou piores entre pessoas trans na luta contra o preconceito. Afinal há muita gente que, ainda que não tenha a devida visibilidade, contribuem muito e são fundamentais no processo.

O NLUCON relembra algumas premiações e listas que incluíram pessoas trans (travestis, mulheres transexuais e homens trans). Que elas sirvam para inspirar, estimular e contribuir com a luta pelos direitos das pessoas trans. Que haja mais representatividade e diversidade!

Medalha Chiquinha Gonzaga – Jaqueline Gomes de Jesus

No Dia internacional da Mulher, Jaqueline fez história ao ser a primeira mulher transexual negra a receber a medalha, na Câmara Municipal do Rio. A honraria é concedida às mulheres que se destacaram em prol dos direitos humanos, artísticos, democráticos e culturais. Ela é professora do IFRJ, pesquisadora e militante dos direitos da população trans e negra.

"Por ser uma mulher trans e negra, digo que os preconceitos são multiplicados. Então, existe muita invisibilização do que eu já fiz e do que eu faço, não só das minhas produções intelectuais, pesquisas e reflexões, mas de toda a minha história e formação. E eu acredito que receber essa medalha e ser reconhecida pela sociedade em termos humanísticos, culturais e sociais é uma grande honra", disse ao NLUCON.




Prêmio Inês Etienne Romeu – Bruna Benevides

A premiação que ocorreu no dia 27 de março na Prefeitura de Niterói, município do Rio de Janeiro, contemplou Bruna Benevides. Ela é militante dos direitos humanos, sobretudo das travestis, mulheres transexuais e homens trans, e integrante da Antra. A premiação fala sobre a integrante da luta armada contra a ditadura militar e única sobrevivente da Casa da Morte, em Petrópolis.

“Agradeço imensamente pelo reconhecimento, pela oportunidade de ver meu trabalho se materializar em conquistas, em quebra de paradigmas e ocupando espaços como esse. Eu não me sinto uma mulher, eu sou uma mulher. Me reconheço e sou reconhecida como tal. E é exatamente por isso que estou aqui hoje, ao lado dessas mulheres maravilhosas, que lutam cotidianamente para terem seu lugar na sociedade”, declarou.




LGBT Influente do DF – Paula Bennett

A assistente social, servidora e militante dos Direitos Humanos, Paula Bennett foi eleita na noite de 20 de novembro a pessoa “LGBT mais Influente do Distrito Federal”, na Câmara Legislativa. O prêmio foi idealizado por Maurício Martins, realizado pela entidade JUDIH, e a escolha foi feita por meio de voto popular. Foi a primeira vez que uma mulher trans vence a categoria no Prêmio Orgulho LGBT.

Paula também é gestora, conselheira no Conselho da Mulher e atual Secretária do Segmento LGBT Socialista do Distrito Federal. Está sempre envolvida em atividades e projetos em prol das pessoas LGBT. Dentre elas, a criação do Jardim Marina Garlen, em memória da artista e militante travesti que morreu em 2016, e a criação do ambulatório trans.




5º prêmio Bibi Ferreira - Paula Sabbatini

A artista Paula Sabbatini – conhecida pela personagem Paulette Pink - venceu no dia 18 de outubro o prêmio de visagismo de teatro da 5ª edição do Prêmio Bibi Ferreira, em São Paulo. Ela comemorou o fato de ser a primeira artista trans a conquistar a premiação.

Paula foi responsável pelo visagismo do musical “Forever Young”, do diretor Jarbas Homem de Melo. “Idealizei cada traço e dei o máximo de mim para que as transformações fossem as mais realísticas possíveis. E consegui”, disse.




Prêmio Fénix de melhor atriz  - Daniela Vega

A atriz chilena que estrelou o filme "Uma Mulher Fantástica" - que fala sobre a trajetória de uma garçonete e cantora trans que sofre com a morte do namorado e a reação transfóbica da família - vem sendo elogiadíssima pela crítica e recebendo prêmios.

Além de ter sido cogitada ao Oscar, ela chegou a vencer a quarta edição do Prêmio Fénix, como melhor atuação feminina do cinema iberoamericano, no México, vencedora da cateogira de melhor atriz no Havana Festival, em Cuba, e de melhor atriz no Festival de Cinema de Lima, no Peru. Sucesso!



8º Filmworks Festival - Danna Lisboa

O curta-metragem Cidade Neon – que faz parte do mais novo trabalho da artista trans Danna Lisboa – venceu no dia 3 de junho o prêmio de “Melhor Atuação” no 8º Filmworks Festival, que ocorreu no CineSesc, em São Paulo.

Nas redes sociais, Danna comemorou e dedicou o prêmio à população trans: “Esse prêmio é nosso e para todas as Trans Dandaras do mundo”, mencionando a travesti Dandara dos Santos, que foi brutalmente assassinada neste ano por vários jovens no Ceará.




Melhor atriz coadjuvante - Julia Katharine 

A atriz participou do filme "Os Cuidados que se Tem com o Cuidado que os Outros Devem ter Consigo Mesmos", de Gustavo Vinagre, e conquistou a crítica. Ela venceu a categoria de "Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival de Guarnicê de Cinema, em São Luís do Maranhão, neste ano.

O filme fala sobre um grupo de personagens que habitam em um apartamento em São Paulo e forma um microcosmo de pessoas marginalizadas em maior ou menor medida em nossa sociedade (uma mulher transexual, uma mulher cis nordestina, um homem negro e gay). Parabéns!




Prêmio Claudia Wonder - Tieta Tinti e Kaito Felipe

A quinta edição da SP Transvisão, ação da SP Escola de Teatro para a Semana da Visibilidade de Travestis, Mulheres Transexuais e Homens trans, em janeiro, deu o prêmio Claudia Wonder para a vereadora trans da cidade São Joaquim da Barra, Tieta Tinti. E para o coordenador do grupo de homens trans do Transgrupo Marcela Prado, Kaito Felipe, pela militância e ativismo trans.

A noite ainda homenageou Luís Carlos Ruas e Laura Vermont, na categoria “Memória”; OAB, por “Respeito a diversidade sexual e gênero”. Vale ressaltar que o prêmio Claudia Wonder (1955-2010) refere-se à artista e militante travesti paulistana que teve contribuição política e artística na vida da população trans. Saiba mais sobre sua história clicando aqui.




Mulher Trans do ano do Estado do Pará - Isabella Santorinne Braga

Ela foi eleita a "Mulher Trans do Ano de 2017" do Estado do Pará pelos leitors da revista Vips Pará. Trata-se de uma revista LGBTI voltada a esse público, que busca reconhecer o trabalho na militância e em prol dos direitos humanos.

Isabella tem 27 anos, é filiada da Rede Trans, faz parte da Coordenação da Rede Paraense de Pessoas Trans eé coordenadora do Movimento LGBTI do Pará, além de ser membro do Comitê de Saúde Integral da População LGBTI do Pará.




Ativismo LGBT em Brasília - Melissa Massayury Assunção

Melissa venceu a categoria "Ativismo LGBT" no prêmio "Orgulho LGBT", promovido por Maurício Martins e pela identidade JUDIH, na Câmara Lesgislativa do Distrito Federal. O prêmio ocorreu no dia 20 de novembro.

A premiada é estudante de Direito, formada pela Livre e Iguais/ONU Brasil como promotora dos Direitos Humanos de pessoas LGBTI. Ela participa do cenário político do DF, atuando em mesas de debate, audiências públicas e projetos e assistência à população trans e travesti.



MAIS INFLUENTES DO MUNDO - Gavin Grimm

Na tradicional lista da revista Time sobre as 100 pessoas mais influentes do mundo, um adolescente trans, Gavin Grimm, esteve entre os pioneiros. O nome dele é lembrado por ocasionar o debate de que pessoas trans devem usar o banheiro de acordo com a identidade de gênero.

Isso ocorreu porque ele foi proibido de usar o banheiro masculino da High School de Gloucester em Virgínia. Gavin processou a escola, alegando que a decisão violava o “Título IX”, que proíbe a discriminação em escolas que recebem financiamento federal pela orientação sexual ou identidade de gênero. E levantou a discussão. 






1º Prêmio João Nery de Direitos Humanos - Lam Mattos

A 3ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] e Mix Brasil deu o Prêmio João Nery De Direitos Humanos no dia 26 de novembro ao militente Lam Matos, que é coordenador nacional do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT).

A premiação homenageia João, que importância histórica na luta pelos direitos da população trans. "Quero agradecer ao João Nery, pela coragem de ter sido o primeiro a colocar a cara no sol para que outros homens trans pudessem fazer o mesmo ou que tivessem orgulho de dizer que são homens trans ou transmasculinos", disse Lam.






Amigas da Diversidade - Lirous K'yo Fonseca Ávila e Fabrízia de Souza 

A premiação foi feita pela Prefeitura de Florianópolis devido ao trabalho em prol dos direitos humanos por meio da ADEH - Associação em Defesa dos Direitos Humanos, com enfoque nos direitos LGB, mulheres travestis e pessoas trans de Florianópolis.

Durante todo ano, a instituição realiza eventos e ações em prol de grupos discriminados e alvos de preconceito. Neste ano, promoveu o projeto de economia criativa, festas e ações beneficentes e que visam incentivar a cultura, o ativismo e a cidadania pela da população TLGB. 





Prêmio Sexy Hot 2017 - Carol Penélope 

A premiação que elege os melhores do pornô brasileiro abriu neste ano a categoria "transexual". E quem levou neste ano foi Carol Penelope.

A atriz participou do filme "Gang Bang com Carol", da produtora Panda, e teve a maioria dos votos dos leitores. O prêmio foi dado por Pabllo Vittar, em SP. 





15ª BrazilFoundation - Lea T


Em setembro deste ano, a modelo Lea foi homenageada no baile de gala da BrazilFoundation, no Hotel Mandarim Oriental, em Nova York, pela sua luta em prol dos direitos das pessoas trans. O evento visa arrecadar fundos para instituições filantrópicas no Brasil.

Ao Bruno Astuto, Lea afirmou que "não levanta bandeira, apenas da causa trans, mas também dos negros, brancos, mulheres, índios e seja lá o que mais for. Luto para que as diferenças sejam respeitadas". 




A 4ª LGBT  mais Influente de SP - Liniker

O site Guia Gay criou a lista dos 10 LGBT que são mais influentes em São Paulo. E com apenas uma representante trans (e sete homens cis), Liniker entrou na lista e ficou em quarto lugar. 

O site destacou o beijo que ela e Johnny Hooker deram no Rock in Rio, a abordagem sobre o assédio que sofreu em um show e o fato de ser uma das melhores vozes da nova geração. 



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Indicação Melhores do Teatro UOL - Renata Carvalho

A atriz Renata Carvalho, que estrela a peça "O Evangelho Segundo Jesus - Rainha do Céu" foi indicada na categoria de Melhor Revelação no segundo semestre de 2017 pelo crítico de teatro Miguel Arcanjo, do UOL.

A peça movimentou os debates acerca da transfobia, foi alvo de diversos ataques e tentativas de censura e resistiu bravamente. Com atuação impecável, merecia muitas outras indicações e muitos prêmios, caso a transfobia não imperasse.




Indicação Prêmio Womens Music Event - Linn da Quebrada

A artista que canta a realidade "bicha, travesti, negra e periférica" foi indicada pelo prêmio que prestigia o talento das mulheres na categoria "Revelação do Ano".

Pelo voto técnico, ela concorreu com o álbum Pajubá ao lado de Anavitória, Xenia França e Luiza Lian. Mas o público acabou elegendo mesmo a cantora Iza pelo voto popular. Que venha outras indicações e prêmios.

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