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Profissionais da beleza se reúnem para cuidar e elevar autoestima de travestis e mulheres transexuais em SP


Por Neto Lucon

Cerca de 30 travestis e mulheres transexuais sujeitas à vulnerabilidade social passaram nessa segunda-feira (29) pelo projeto “Chá de Beleza” na Praça da República, em São Paulo. Elas participação da ação social e receberam gratuitamente cuidados que iam dos cabelos, unhas, pele até a maquiagem.

A ação é realizada pelas próprias travestis e mulheres transexuais que trabalham na área da beleza, como cabeleireiras, manicures e maquiadoras. E tem como intenção recuperar a autoestima dessa população e promover um momento de cuidado mútuo. Também foram distribuídos lanches ao final da ação.

Segundo a cabeleireira Jacque Chanel, que é uma mulher transexual, a ação marcou positivamente o Dia da Visibilidade Trans, comemorado em todo o Brasil no dia 29 de janeiro. “Atendemos o objetivo trazer a comunidade trans em vulnerabilidade social nesta ação social para o Dia da Visibilidade Trans. Nós queremos que o Chá entre para o calendário anual”.

A cabeleireira traz a memória de Joyce Mendes, beneficiária do Transcidadania, que antes de morrer em 2016 destacava a falta de iniciativas em prol dessa população. “Joyce dizia que ninguém nunca nos chamava para nada, nem enquanto poder público. Então, quando damos algo para elas, sendo oferecidas pela própria comunidade, elas ficam extremamente agradecidas”.

Vale dizer que Jacque também realiza o Jantar Trans há três anos, um espaço de confraternização entre pessoas trans, travestis e LGB. Ele ocorre semanalmente no Centro de Referência e Defesa da Diversidade, no centro de São Paulo (Rua: Major Sertório, 292, República). 

Brunna Valin, uma das idealizadoras do projeto, declara que quando uma travesti ou mulher transexual cuida de outra travesti ou mulher transexual a força da ação é potencializada, pois quebra o estigma de que esta população não é unida. “São momentos únicos, que a gente mesma se emociona”, afirmou. Ao todo já foram realizados cerca de 120 atendimentos desde a primeira edição.



Logo após, às 17h, houve uma Roda de Conversa com o tema “Onde está o Direito?”, seguida das performances com Quebrada Maquiada, Giovana Lovely, Latyffa Rhayry, Jéssica Monteiro e Malu Martins.

O projeto é voluntário e conta com a parceria com a Associação da Parada, Centro de Referência e Defesa da Diversidade, Secretaria de Cultura, Secretaria da Educação, Programa de Educação Comunitária de Pesquisa 2 do HCFMUSP, Cetro de Referência e Treinamento em DST/Aids, SPTransvisão, Programa Municipal Dst/Aids e Sabesp.

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