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Universidade Federal do Cariri deve criar cotas para população trans e travesti


Por NLUCON

A Universidade Federal do Cariri, no Ceará, anunciou que pretende incluir um sistema de cotas para os cursos de pós-graduação para a população trans e travestis. A ação afirmativa que visa incluir a população trans, que muitas vezes abandona a vida estudantil por contra da transfobia, no espaço universitário.

A ideia das cotas partiu de uma exigência da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes) para que todos os cursos de pós-graduação no Brasil implementem ações afirmativas. Também há cotas para índios, negros e pessoas com deficiência.

Juscelino Pereira Silva, pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da UFCA, disse ao G1 que a ação é relevante, uma vez que permite que a universidade fique cada vez mais próxima da comunidade. 

"Isso vai fazer com que a sociedade tenha um sentimento de pertencimento e maior valorização em relação à UFCA. Um dos desafios da universidade é ser valorizada além de uma instituição de ensino, mas também de pesquisa, extensão e ações de cultura".

O Conselho Superior Pro Tempore (Consup) de universidade vai votar a proposta em março de 2018. Caso seja aprovada, as cotas para a população trans pode ser aplicada nos editais de seleção de mestrados e doutorados. O pró-reitor acredita que a aprovação deve ocorrer, uma vez que o debate ocorreu em diversos espaços.

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