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Vídeo repudia mortes por transfobia e questiona: “O que você está fazendo?”


Por NLUCON

O Brasil continua sendo o país que mais mata travestis e mulheres e homens trans em todo o mundo. Também vem aumentando essas mortes a cada ano que passa, segundo contagens de instituições como a Associação Nacional de Travestis e Transexuais e o Observatório Trans.


Foi por esse motivo que, no Dia da Visibilidade Trans, 29 de janeiro, foi lançado um vídeo por um núcleo político LGBT de Recife, Pernambuco, em que esses números são apresentados, a transfobia exposta e a falta de apoio questionada.

Segundo Fabiana Mello, assessora do deputado Edilson Silva na Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco, a ideia do vídeo foi promover a reflexão sobre essas mortes e sobre os corpos trans, que continuam não sendo legítimos para a sociedade.

“O número de mortes aumentou de um ano para cá e, por mais que a gente tenha mais visibilidade, esta visibilidade está incomodando muito. E é muito simbólico que em janeiro, no mês em que falamos sobre visibilidade, é um dos meses em que mais somos assassinadas. Precisamos de mais políticas públicas”, afirmou.

Em 2017, foram 179 mortes em todo o país, e em Pernambuco foram 14 assassinatos. A população cisgênera no Brasil vive em média até os 70 anos, dados atualizados, enquanto as travestis e pessoas trans, no máximo 35 anos. Vale ressaltar que muitos crimes são subnotificados, pois muitas vezes a população de travestis e mulheres trnas são lidas como homens homossexuais pelos noticiários locais, os quais deslegitimam tais identidades. Os assassinatos deixam sempre mensagens explícitas e simbólicas, visto que são sempre muitos cruéis e violentos.

Fabiana diz ainda que a luta passa pela saúde, segurança, escola e que o movimento deve se atentar sobretudo na família. “Para além de criminalizar a transfobia, a gente precisa chegar na família. Pois é neste espaço onde começa tudo. Então precisamos falar sobre transfobia, explicar que aquela criança trans tem uma identidade legítima e que eles precisam acolher”, declara ela.

Assista:

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