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Luisa Stern é a primeira vereadora transexual a assumir a cadeira em Porto Alegre


Por Neto Lucon

A militante e advogada Luisa Stern será a primeira mulher transexual a ser vereadora em Porto Alegre e a primeira de uma capital brasileira. Ela, que é suplente do PT nas eleições de 2016, assumirá a cadeira no dia 7 de março, um dia antes do Dia Internacional da Mulher, e fica até o dia 9.

"(Poder ser vereadora de Porto Alegre) significa muito, porque é a quebra de mais uma barreira. A data também é importantíssima para o reconhecimento da nossa identidade e para fortalecer a luta das mulheres como um todo", comemora ao NLUCON.

Luisa afirma que sabia da possibilidade de posse antes mesmo das eleições, mas que foi decidido apenas na quinta-feira (22). Tudo porque PT de Porto Alegre aprovou um sistema de rodízio para que outras populações e pautas sejam levantadas, representadas e que possam exercer o mandato pelo menos uma vez - algo que, para Luisa, deveria inspirar em outros estados.

Ela conta que ainda está estudando as atividades e debates que promoverá, mas que pretende tratar da temática LGBT e feminista.

De acordo com a advogada, o espaço da política é extremamente importante e deve ser ocupado pela população trans e travesti. Ela diz que a quantidade de candidaturas trans aumentaram nas últimas eleições, mas frisa que ainda são poucas para o país e que a maioria não possui estrutura para se eleger. "Precisamos evoluir muito nessa área e desejo que a minha posse sirva de motivação para que mais pessoas trans resolvam concorrer nas próximas eleições, com mais apoio dos seus partidos".

Quanto ao fato de ter sido a primeira vereadora transexual de Porto Alegre - e o pioneirismo ser abordado com destaque pela mídia - ela deixa de lado a vaidade e destaca: "Isso indica uma quebra de paradigmas. Quando nenhuma pessoa consegue, fica implícito de que isso é algo quase impossível e desestimula muita gente. Creio que a melhor consequência disso é o poder dizer 'sim, nós podemos' e abrir caminho para que outras pessoas façam o mesmo, por aqui e em outras cidades".

Na eleição deste ano, Luisa não deve concorrer, mas deixa a possibilidade aberta para 2020. "Vai depender do cenário político e do apoio que conseguir até lá", pontua. 

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