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Joseane Borges é a 1ª mulher trans do Piauí a ser bacharela em Serviço Social


Por NLUCON

Joseane Gomes Santos Borges ganhou a mídia do Piauí ao tornar-se a primeira mulher transexual a conquistar o título de bacharela em Serviço Social do Estado. A notícia foi publicada na página do Conselho Regional de Serviço Social e no site Cidade Verde.com.

Em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na Faculdade Adelmar Rosado, Joseane abordou o tema “Travestis e Transexuais no Sistema Prisional: avanços e conquistas na política de acolhimento” e diz querem transformar o projeto em ações de políticas públicas.

Dentre as questões levantadas do combate a transfobia no sistema penitenciário está a de acabar com a prática do corte de cabelos de mulheres trans quando entrarem no sistema penitenciário, a de encaminharem para a penitenciária feminina, e não a masculina, além de respeitar o nome social. Ela chegou a fazer visitas a mulheres trans nas penitenciárias Major César e Irmão Guido.

“O que eu pude constatar é que muitas mulheres trans possuem medo de ficar no sistema prisional masculino por receio de serem abusadas sexualmente, e de serem feitas de ‘empregada’. Eu quero que o meu TCC ajude a ampliar o número de projetos sociais, que combata a exclusão de mulheres transexuais e travestis”, afirmou.

Joseane declarou que a vontade de estudar serviço social surgiu depois que assumiu a Coordenação de Enfrentamento a Homofobia, na Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania e passou a conviver diretamente com profissionais da área. Ela disse que foi bem acolhida na universidade e que o título representa uma grande conquista para toda a população trans.

“A importância dessa conquista torna-se uma cada vez mais contemplativa não só para mim, mas para todo o segmento trans. Mesmo que ainda existam poucas, as poucas que existem conseguem abrir caminhos para outras que sentem vontade e necessidade de aperfeiçoamento profissional e pessoal. É uma quebra de paradigma dentro de uma sociedade que ainda é héteronormativa, LGBTfóbica e conservadora”, finalizou.

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