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Ancine aprova cotas para mulheres trans e travestis em editais de cinema


Por NLUCON

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) fez modificações em um dos seis editais para cinema e TV e aprovou na última semana cotas para mulheres cis, trans e travestis em seus editais, que recebem recursos do Fundo Setorial do Audiovisual.

Segundo a reunião do comitê, o fundo dará 35% dos seus recursos para produtoras independentes de cinema, diretoras mulheres cis, trans e travestis. Outros 10% do recursos irá para apoiar pessoas negras ou indígenas.

A mudança ocorreu após a Agência ouvir as demandas de entidades e associações do setor audiovisual, fazendo o recorte de gênero e raça. Pesquisa feita pela agência, em 2016, mostrou que nenhuma mulher negra dirigiu o filme em 2016, sendo que homens negros dirigiram 2,1% e homens brancos 75,4%. Quando fala-se da população trans a invisibilidade é ainda maior.

O diretor-presidente da agência, Christian de Castro, afirma que é o primeiro passo para pensar em medidas de ampliação de representatividade no áudio visual. “A ideia da agência é que o instrumento ajude a diversificar a produção audiovisual nacional, criando produtos que reflitam a imagem e a realidade da maioria da população brasileira”, explicou ao jornal O Globo.

O site Observatório de Cinema informa que a decisão vale para todos os longas de ficção, animação ou documentário que passarem nos editais da instituição.

Mais informações no site da Ancine pode ser obtidas aqui

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