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Jornalista cis revela que Alfa Romeo quebrou na rua e que travesti o salvou: “Apaixonada por carros”


Por NLUCON

O jornalista cis especializado em carros Douglas Mendonça escreveu no site Autopapo o artigo “Uma travesti mecânica que consertava até Alfa Romeo”. O texto se refere à memória um colega jornalista que foi salvo por uma profissional do sexo travesti nos anos 90 após seu carro, um Alfa Romeo, simplesmente parar na pista.

O jornalista em questão passava com seu valioso Alfa Romeo Ti 4 pela avenida Indianópolis, local onde muitas profissionais do sexo trabalham em São Paulo, por volta das 1h30 da madrugada quando o motor começou a falhar até que apagou completamente. “No embalo, esse nosso amigo entrou na primeira travessa que deu a direita para que o carro não atrapalhasse o trânsito da citada avenida. Ele tentou dar a partida algumas vezes, mas o motor sequer deu sinal de vida”.

Ele viu que teria que dar um jeito sozinho com as ferramenta que tinha e puxou a trava do capo para tentar descobrir o que havia acontecido. Neste momento, uma das travestis que estava trabalhando se dirigiu até ele. Ela estava caracterizada de colegial, com meia ¾, mini saia plissada xadrez curta, blusinha branca de abotoar e cabelos presos dos dois lados, no estilo maria-chiquinha. Foi ela que o salvou.

“Pelo barulho do motor antes de parar, já sei que é ignição”, declarou ela, que já foi direto para a trava do capo da Alfa, que ela sabia abrir. “O distribuidor soltou e girou, tirando o carro do ponto. Você tem aí uma chave fixa de 10 mm? Foi a abraçadeira do distribuidor que soltou e permitiu o distribuidor girar, tirando o carro do ponto. Vou dar um jeito para você conseguir chegar em casa e pela manhã leve a uma oficina para que o mecânico com uma luz de ponto regule o motor novamente”, continuou ela.

O rapaz ficou surpreso com a análise rápida e precisa, ainda mais como a solução do problema. “Nosso amigo deu a ferramenta pedida à travesti, que pediu para que ele desse partida no carro e ir girando o distribuidor até o motor pegar. Quando pegou, ela fixou o distribuidor com a abraçadeira com a chave de 10mm e disse: ‘Pronto, seu Alfa já está novinho em folha. Para você chegar em casa ele está ótimo, mas não esqueça de levar a um bom mecânico pela manhã para dar uma regulagem perfeita em algo que eu fiz de improviso’”.

Após a ajuda, ele perguntou como é que ela conhecia tanto de mecânica. Ela respondeu: “Gosto muito de mecânica e em meus carros, sou eu mesma que mexo. Se você for na rua de baixo, onde tem um posto de combustível, vai lá e veja o meu Mazda com rodas especiais e todo personalizado”. Ele ainda foi até o posto checar as informações e confirmou com o frentista do posto.

O texto finaliza dizendo que apaixonados por carros e mecânica estão por todos os lugares e nas profissões mais inusitadas. “Cada um é feliz do seu jeito e, por isso, sejamos todos felizes, seja com macacão ou vestida de colegial”. Nos comentários, várias pessoas elogiaram. “Amabilidades existem e muitas vezes vem das pessoas que menos esperamos”, opinou Robin. “Gostei bastante da história da travesti, a ajuda sempre vem de onde menos se espera”, disse Nelly. “Muito boa a história da travesti, não dá para subestimar as pessoas”, concordou Miriam.

Vale dizer que o texto evidencia mais que uma ajuda inesperada no meio da madrugada, aos próprios preconceitos que temos em relação às travestis e às profissionais do sexo, sempre associadas a estigmas tão negativos. Para além das manchetes da mídia policial, elas podem, sim, deter conhecimentos, serem altruístas e até consertar carros luxuosos.

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