Header Ads

Leo Moreira Sá revela que custeou cirurgia com prêmio Shell de teatro: “A arte TRANSforma vidas”

Leo posa para Alex Batista, da revista TPM, em 2013

Por NLUCON

Leo Moreira Sá é a prova de como a arte pode transformar e salvar vidas. Em post nas redes sociais, o ator escreveu que foi por meio dela – e de um prêmio Shell de iluminação que obteve em 2011 – que conseguiu realizar um de seus sonhos: a mamoplastia masculinizadora (cirurgia que masculiniza o peitoral).

Na ocasião Leo atuava pela Cia Satyros e iluminava a peça “Cabaret Stravaganza”, com direção de Rodolfo García Vázquez, e ainda não havia realizado o procedimento. Ele divulgou a imagem de uma das cenas em que usava um colete de acrílico em seu torso com um tórax atribuído ao peitoral masculino.  

“Havia uma cena que acontecia parte na internet onde eu tentava angariar fundos para a minha tão sonhada mamoplastia masculinizadora e outra acontecia no palco físico. A cena era muito arrojada para aquela época, onde a transexualidade era ainda um tema completamente desconhecido”, lembra.

Leo afirma, contudo, que não recebeu apoio de quem presenciava. Ao contrário, foram muitas críticas, olhares de desprezo e o financiamento coletivo ficou longe de atingir a meta, não conseguindo nem o suficiente para custear as despesas de uma manutenção do site que hospedava a cena. “As críticas eram de uma transfobia ímpar, e vinham inclusive do próprio meio teatral, onde algum@s colegas acreditavam que eu não estivesse no meu juízo perfeito”, escreveu.

Apesar da resistência de entenderem as necessidades do artista e de como ele estava transformando-as em arte, ele conta que foi presenteado com “@s deus@s do Teatro” com o prêmio Shell de melhor iluminação. Sim, além de atuar ele havia criado a iluminação junto com o diretor. “Com o dinheiro do prêmio consegui enfim realizar a cirurgia. Para mim essa é a maior prova de que a arte pode TRANSformar vidas”, finalizou.


Leo na peça Cabaret Stravaganza, em 2011, antes da cirurgia


Ainda que não tenha mencionado no texto, Leo é um dos artistas trans que lutam pela representatividade trans nas artes. Isto é, para que haja mais espaço para artistas trans e travestis mostrarem seus trabalhos e não serem mais preteridos a artistas cisgêneros, mesmo quando personagens são trans.  

Vale dizer que, posteriormente Leo atuou em diversos espetáculos, bem como “Hipóteses para o Amor e a Verdade”, dos Satyros, foi protagonista de “Lou e Leo”, de Nelson Baskerville, além de seriados da TV fechada, como Psi! (HBO), A Lei (Space) e curtas como Ciranda, de Ângela Coradin e Felippy Damian.

Orgulho!!!


Veja alguns trabalhos: 


Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.