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População trans ganha direito de concorrer a cargos políticos no Paquistão


Por NLUCON

A população trans do Paquistão terá um passo importante na luta pelos direitos humanos. Ela terá pela primeira vez na história do país a permissão para concorrer a cargos políticos. E há várias candidatas na disputa eleitoral.

De acordo com Rede de Eleição Para Todos os Transgêneros do Paquistão (APTEN), há 13 políticas e políticos trans nas próximas eleições nacionais do dia 25 de julho. Duas disputam a cadeira na Assembleia Geral do país. Os demais estarão nas cadeiras nos governos provinciais do país.

Qamar Naseem, que é membro da Comunidade dos Direitos Trans, declarou que a Comissão Eleitoral do Paquistão de 2017 vai incluir pessoas trans como membros da “comunidade vulnerável”, tendo prioridade nas estações de voto. “Está na hora de a comunidade trans do Paquistão ter representação legítima”, declarou.

As mudanças ocorreram pela população trans paquistanesa ainda enfrentar a forte discriminação no país, apesar de alguns avanços civis. Em 2018, por exemplo, foi aprovada a Lei de Pessoas Trans (Proteção de Direitos), que permitem que pessoas trans mudem a documentação sem a necessidade de laudos médicos, que proíbe a discriminação contra pessoas trans no emprego, habitação, participação política e acomodações públicas.

Ainda assim, a população trans passa por rejeição familiar, discriminação no local de trabalho, violência pública e até a falta de atendimento médico em hospitais. Pouco antes de o projeto de lei ser votado, por exemplo, uma mulher trans foi baleada e morta na província de Khyber Pakhtunkhwa no país. Ela foi a 57ª mulher trans a ser morta no Paquistão desde 2015.

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