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Elza Soares denuncia caso de transfobia, em show "A Mulher do Fim do Mundo"


Por NLUCON

Elza Soares continua com tudo. Tanto que durante a temporada do seu aclamado show, A Mulher do Fim do Mundo, que antecede o novo disco Deus é Mulher, a artista de 87 anos mostra mais uma vez talento impecável, atitude e de quebra ainda combate vários preconceitos. Dentre eles a transfobia.

Tudo porque, durante as apresentações, Elza evidenciou pelo menos uma reportagem sobre a violência transfóbica (aquela que é contra a população de travestis, mulheres transexuais, homens trans, não-binários e outras transgeneridades). O registro é do psicólogo e coordenador do centro de Cidadania LGBT de João Pessoa, Roberto Maia, em show no último mês.

"Transexual é agredida por usar banheiro feminino em supermercado", é o trecho da reportagem exposta. A matéria se refere ao caso envolvendo Kiara Vellano Damasceno, que no último ano foi agredida verbalmente, chamada de "viado" e indicada a usar o banheiro masculino por funcionários de um supermercado em Salvador. Quando ela chamou o gerente, passou a ser desrespeitada pelo próprio, que questionou até se deveria chamá-la pelo nome social.



Em entrevista, Elza afirmou que foi durante a produção de "A Mulher do Fim do Mundo" que percebeu o que deveria fazer e relembrar, não somente sua trajetória enquanto mulher negra que superou a pobreza, mas também de outras causas envolvendo outras populações. Hoje, lançando "Deus é Mulher", ela afirma que seu trabalho aborda racismo, o machismo, violência doméstica, a homofobia, a transfobia e a intolerância religiosa, contemplando mulheres, negros e LGBTs.

"São os temas que precisam ser falados. Não queria peder qualquer um desses discurso. Meu medo, na verdade, é de deixar algo escapar. Mas acho que devemos sorte de seguir com essas mesmas palavras", declarou à Band. Em "Deus é Mulher", Elza e Kastrup trazem times de compositores de peso para o trabalho, bem como Douglas Germano, que assinou Maria da Vila Matilde e agora assina "O Que Se Cala" e "Credo".

Vale dizer que o apoio de Elza Soares à população LGBT antecede esses dois trabalhos. Durante toda a sua trajetória, Elza se mostrou aliada da causa, tanto participando de eventos promovidos por essa população, recebendo títulos de rainha LGBT (num período em que não era moda) quanto recebendo dentro de sua casa pessoas LGBT em pleno boom da aids. Eterna gratidão, Elza!

Confira o novo disco de Elza:



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