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Jesse Diamond é o 1º homem trans a ser garoto-propaganda da grife de cuecas Andrew Christian


Por NLUCON

A badalada Andrew Christian trouxe o seu primeiro garoto-propaganda homem trans na história da grife de roupas íntimas. Trata-se do personal trainer, gogoboy e agora modelo Jesse Diamond, de 27 anos.

Nascido em Tacoma, Washington, o gato afirma que desde que começou a trabalhar como personal trainer, há cinco anos, pensava em se tornar uma nova versão de Marky Mark, nome que o ator Marky Wahlberg recebia nos anos 80, quando era garoto-propaganda das cuecas da Calvin Klein.

“Eu queria ser modelo de underwear, ser um cara legal e comprava a Andrew Christian há anos. Então, foi definitivamente um sonho que se tornou realidade para mim", comemorou ele ao Gay Star News.

A escolha de Jesse surge no mês do Orgulho LGBTQ+ e a ideia é ampliar a representatividade de pessoas trans na grife. O designer Christian declarou à GSN: “Estamos muito orgulhosos de ter o Jesse Diamod, nosso primeiro modelo trans, como um dos embaixadores da marca”.

Para o modelo, é importante que todas as pessoas LGBT se unam e se apoiem, sobretudo no momento político sombrio e com divisão em que os EUA vive. “É extremamente essa união e apoio de todas as formas possíveis, especialmente sendo inclusivos e celebrando a incrível diversidade da nossa comunidade”.




TRAJETÓRIA

Jesse foi designado mulher ao nascer, mas se identifica com o gênero masculino e é um homem. Ele conta que aos três anos já se apresentava por meio do gênero masculino, ainda que tenha levado um tempo para externalizar sua identidade.

Há quatro anos começou a hormonioterapia e a passar por mudanças em seu corpo. Jesse conta que o processo foi rápido e que logo atingiu as formas e a identidade que sempre desejou. A família, contudo, não está tão próxima desde então, apesar da transição não ter sido uma surpresa para grande parte.

Para ele, a maior dificuldade pós-transição surgiu mesmo no momento de encontrar o trabalho como personal trainer. “A maioria das outras pessoas com quem trabalhei eram trans. Os homens cis não querem trabalhar comigo por causa da minha estatura. Já as mulheres não querem trabalhar comigo porque eu sou muito musculoso”, conta.

Ele teve que complementar a renda trabalhando como gogoboy. As oportunidades aparecem geralmente em bares gays e a recepção do público é bastante positiva. Na última semana, contudo, ocorreu algo inusitado em clube de strip gay em Los Angeles.

“Não estou acostumado a dançar com outros dançarinos e não uso uma prótese de pênis. Então, estou com outros 15 garotos cis com paus enormes e eles anunciaram que eu era a pessoa trans. Me senti um pouco à mostra. Como eu sou baixo, os pênis estavam quase no nível dos meus olhos. Era como pênis, pênis, pênis, não pênis”, ele ri.

Bastante assediado nas redes sociais – ele conta com quase 35k seguidores no Instagram – ele se define “demi-sexual, queer”. "A maioria das mulheres parece pensar que eu sou muito gay, mas eu sou queer, então é como se eu não fosse totalmente gay”. Ele está solteiro, viu pessoal? 

Veja algumas fotos do gato!






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