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Sense8 termina com muita ação, emoção, casamento LBT e icônica cena de sexo


Por Neto Lucon

O último episódio de Sense8 – série que foi cancelada no último ano, mas que teve um desfecho final aprovado devido aos inúmeros pedidos dos fãs - finalmente já está disponível na Netflix. A obra é criada, produzida e escrita por Lana Wachowski, mulher trans, e pelo cis J. Michael Straczynski. A irmã Lilly, também mulher trans, que fez parte da primeira temporada, se ausentou na finalíssima.

Para quem ainda não assistiu, o que se pode esperar da história envolvendo Lito (Miguel Ángel Silvestre), Nomi (Jamie Clayton), Kala (Tina Desai), Capheus (Tony Onwumere), Will (Brian J Smith), Sun (Doona Bae) , Wolfgang (Max Riemelt) e Riley (Tuppence Middleton), é muita ação, emoção, casamento, diversidade, surpresas e, sim, a tradicional cena de sexo com todos juntos (com todos mesmos, inclusive dos protagonistas e seus respectivos pares).

O último episódio tem como foco a revelação dos mistérios envolvendo os oito clusters, que representam uma nova espécie, conectados entre si, se comunicando, compartilhando experiências, sentimentos e habilidades, e o combate à Organização de Preservação Biológica (OPB), que caçam e fazem experimentos com os clusters. Na ocasião Wolfgang está preso na OPB, enquanto o vilão Sussurros (Terrence Mann) está nas mãos dos Sense 8.

Há muitos tiros, porradas e bombas, deixando a série bem mais dinâmica, sobretudo pelas reviravoltas que ocorrem. Também há reflexões importantes e uma razoável distribuição de histórias envolvendo os personagens de diversos países, incluindo os coadjuvantes. O destaque vai para Rajan (Purab Kohli), o marido indiano de Kala (Tina Desai), que vive um triângulo amoroso com Wolfgang (Max Riemelt), que vai em busca dela e a deixa ainda mais confusa. O personagem cresce e o desfecho é imperdível.

Para a atriz Jamie Clayton, que é uma mulher trans e que interpreta a hacker trans e lésbica Nomi (e a gente só destaca tais características, porque visibilidade e representatividade trans são importantes), a obra vai além da ação ou ficção científica dramática (como é chamada). Trata-se de uma grande história de amor. Aliás, foi assim que ela definiu acertivamente nas entrevistas que deu no Brasil para divulgar a série. Todos os personagens estão ali uns pelos outros, se acolhem e se defendem, encontrando também seus afetos e ampliando para o amor plural. Afinal, os sentimentos são os mesmos.

Caso continue lendo, alerta de spoiller nos próximos parágrafos! 

Nomi, por exemplo, tem um momento de crise com Amanita (Freema Agyeman), que questiona o futuro ao seu lado, uma vez que elas vivem fugindo. A hacker promete que estará com ela na Torre Eiffel - local onde observam, mas que não podem ir naquele momento - depois que todos os embates terminarem. Ela chega a voltar com bravura para proteger a amada da OPB, luta ao lado dos demais personagens e (alerta spoiller!) cumpre sua promessa, se casando com ela em plena Torre, em uma grande festa que reunirá todos.

“Meu amor... Vivemos em um mundo que desmerece sentimentos. Mas eu sei que sentimentos são importantes. E quando a gente tem sorte, muita sorte, um sentimento aparecerá e mudará tudo. Eu me lembro de um sentimento e de como ele me arrebatou quando essa garota entrou na minha livraria. É o mesmo sentimento que tenho agora. O sentimento de que é ela o meu amor. A minha mulher. E o meu futuro. E este sentimento é a coisa que eu mais acredito nessa vida”, diz Amanita em seu discurso. É emocionante!


Amanita e Nomi: casamento

A mãe transfóbica de Nomi, que na primeira temporada tenta fazer lobotomia na filha para que ela deixasse de ser trans, vai ao casamento, mas continua a chamando pelo nome de registro. Em dado momento, ela aceita o “bolo” de duas drags e muda completamente. “Nomi! Nomi”, diz a mãe. “Eu não sei onde estava com a cabeça. Nomi é um lindo nome”, continua ela, que dá dois beijos na filha, na nora e sai para questionar o marido porque nunca foram a Paris. Todos ficam surpresos com a reação.

Sense8 finaliza com uma das tradicionais cenas da série: com todos na cama ao mesmo tempo, entre os protagonistas e os e as parceiros agregados e escolhidos. A cena é linda, excitante e que aspira a liberdade sexual – com um desfecho inesperado para Kala, Rajan, Wolfgang, em que eles (alerta, spoiller!) também acabam se beijando, dando fim ao impasse. Após a experiência, Rajan diz: “Meu Deus, eu não sabia que isso era possível”, entonando as diversas surpresas que muita gente também deve ter tido. 

A série termina dedicando a série aos fãs, que tanto pediram o episódio final, fazendo com que ele acontecesse. Grande desse público é LGBT, uma vez que as criadoras fazem diversas analogias dos embates enfrentados pelos clusters com os enfrentados pela população LGBT, e trata orientação sexual e identidade de gênero de maneira exemplar, natural e representativa. Outra parte é das mulheres, que aparecem na série com muita força, diversidade e originalidade. Outra é de quem apoia todas essas questões e gosta de uma boa história de ação, ficção e, como diz Jamie, grande história de amor.  

Valeu, Sense8!


Momentos finais trará cena icônica

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