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Quem é Neto Lucon

Neto Lucon é um jornalista de 29 anos inquieto, criativo, corajoso e conhecido por defender a causa trans - tendo o trabalho reconhecido pelo movimento social de travestis, mulheres transexuais do Estado de São Paulo. Recebeu o prêmio Thelma Lipp durante o Encontro Regional Sudeste 2014 e foi um dos três homenageados do prêmio Claudia Wonder, durante a Semana da Visibilidade Trans 2015, na SP Escola de Teatro.   . 

Há pelo menos 10 anos, utiliza de sua profissão para dar voz a grupos, pessoas e causas invisíveis – desde os gays, negros, idosos, profissionais do sexo. Amante das artes e da televisão, também divulga obras e trabalhos de artistas e comunicadores.

Durante a infância e adolescência, criou fanzines,escreveu poesias para um jornal teatral, blogs sociais e divulgou trabalhos e reflexões na internet sobre Solange Vega e Bianca Soares, personalidades de reality shows a quem julgava sofrer preconceito pelo público. 


Iniciou a carreira jornalística em 2005 no periódico O Regional, do interior de São Paulo, atuando em todas as editorias, de esportes, cultura a política. Em dois suplementos especiais, entrevistou personalidades – tais como Mauricio de Sousa, Regina Volpato e Victor & Leo - e chamou atenção dos leitores ao escrever histórias de vida de cidadãos comuns.

Pela primeira vez, a população passou a se ver com importância nas páginas e a resgatar a autoestima. Dentre os mais de 30 perfis, Neto recuperou as lembranças de uma conhecida pipoqueira da cidade, que aos 80 anos encostou o carrinho. Divulgou o trabalho de uma professora aposentada que voltou a dar aulas de português aos 70. E ressaltou o talento de um lutador, que conseguiu juntar dinheiro para competir na China.

Perfis de pessoas e exemplos fantásticos da cidade
No Dia dos Pais, uma reportagem sobre pais esquecidos em asilos

Também marcou o jornal interiorano ao trazer uma entrevista de duas páginas como a ex-garota de programa Vanessa de Oliveira, uma entrevista com a atriz Leila Lopes [que na época havia feito um filme pornô] e colocar a mulher transexual Roberta Close na capa do caderno Mulher. Foi uma verdadeira ousadia para uma cidade conservadora, encarada de maneira muito positiva pelos leitores, que até reclamavam quando o suplemento faltava.

Foi através dessas matérias que entendeu que poderia utilizar o jornalismo como uma ferramenta de transformação social e de voz às fontes que geralmente não têm voz. Com respeito, tocava em profundas feridas e trazia, por exemplo, uma reportagem com pais esquecidos em asilos no Dia dos Pais. E reflexões sobre ser negro no Dia da Consciência Negra. 

Quando o jornal estendeu-se para a tevê, em 2008, gravou o quadro "Eventos da Região", exibido pela Band Campinas, e entrevistava artistas em eventos culturais. Mesmo nas matérias sobre cultura e entretenimento, procurava levar informação e conteúdo reflexivo. 

Ex-garota de programa e Roberta Close deram o que falar em jornal interiorano
Entrevista com Mauricio de Souza

Por tais reportagens, o jornalista foi eleito o segundo melhor profissional da publicação, por onde ficou até o fim da faculdade, em 2009. Também recebeu um prêmio da PUC- Campinas por uma matéria sobre o trabalho de artistas cover, destacando o trabalho de um cover de Elvis Presley.

Disposto a utilizar o seu trabalho para iluminar e esclarecer temas esquecidos pela sociedade, Neto escreveu o livro reportagem Por um Lugar ao Sol, que aborda travestis e transexuais inseridas no mercado formal de trabalho. Com 5 perfis diferentes – uma enfermeira, uma professora, uma cantora, uma policial e uma trans que trabalha na produção de celulares – ele desmistificou a ideia de que travesti só trabalha com prostituição.

Com Geia Borgi e Janaina Lima, enfermeira e pedagoga do livro

Em 2009, abraçou com responsabilidade a causa LGBT ao trabalhar durante dois anos na revista Junior, destinada a gays jovens. Morando em São Paulo, escreveu [entre as várias reportagens] sobre a vida de gays cegos, a rotina de idosos gays moradores de asilos, as angustias de padres gays, a peleja homens transexuais na infância e sobre o assassinato de Alexandre Ivo, adolescente de 14 anos vítima de homofobia.

Também tirou fotos de modelos fortões, produziu e fotografou a primeira campanha brasileira a favor do casamento gay – a Sim, Eu Aceito - escreveu sobre artistas que tinham alguma relação com a comunidade e sobre cultura de televisão. Ao mesmo tempo, terminou a pós-graduação em Jornalismo Literário, pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário.

Seu trabalho mais marcante na academia foi uma delicada reportagem Beijo no Asfalto, sobre um morador de rua gay, a quem prometeu um beijo se ele tomasse banho. É necessário que o leitor atravesse o texto inteiro e se informe sobre a triste realidade para saber se a promessa foi [ou não] cumprida.

Todas as revistas com textos de Neto Lucon

Após dois anos, escreveu densas reportagens para as revistas ACapa, Bear Mais Magazine, os sites Caras Oline, Yahoo!, Virgula, E+ [ do jornal Estadão]. Ele destaca a reportagem sobre a vida de garotos de programa, as entrevistas com Rogéria, Gabriela Spanic, Munhoz & Mariano, Gloria Perez, Palmirinha, Elza Soares, Zé do Caixão, entre outros. 

Com Elza Soares, foi o primeiro a entrevistá-la após a delicada cirurgia na cervical. A cantora do milênio falou abertamente sobre futuro, morte, saúde e de suas histórias de amor. 

Também foi responsável por trazer o primeiro ensaio com uma travesti para o Virgula Girl, revelando a beleza da Patricia Araújo. O ensaio teve mais de 1 milhão de acessos na estreia e é um dos mais acessados da página até hoje. 



Criou a página NLucon, em que entrevista divas da noite gay, escreve reportagens e faz críticas sobre televisão e comportamento. A página soma mais de 17.000 leitores associados e já pautou grandes veículos como o jornal O Globo, o Estadão, dentre outros. 

Hoje, o jornalista foca neste trabalho, que é apoiado por pessoas e empresas que acreditam que a melhor de se combater o preconceito é com informação. Uma informação de credibilidade, levada a sério, com arte e olhar apurado.

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5 comentários

Anônimo disse...

Sou sua fã!

Anônimo disse...

Você recebe muitas críticas de setores pós-modernos da militância GLBT por ser um homem cis branco dando visibilidade à causas que (de acordo com essas pessoas) não são suas?

Anônimo disse...

filho da uta vcs seus defensores de merda dessa aberração deveriam ir ara o paredão vcs são um lixo o pior que a aberração é o que nega a aberração seus lixos que morrecem todos os neoliberais defensores da Hipocrisia GLBT

Ketlin B disse...

trabalho maravilhoso

Anônimo disse...

Neto, AMO o teu trabalho, o teu blog. Todo dia leio tuas matérias. Um grande abraço de quem te admira MUITO: Sérgio.

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